domingo, 11 de abril de 2010

Esvaziamento da CHESF é pura falácia e das grandes




Coluna da Folha de Pernambuco do sábado, 10/04/10
Agiu certo o presidente da República quando resolveu mandar ao Recife na próxima quarta-feira o novo ministro de Minas e Energia, Márcio Zimmermann, para dar explicações aos pernambucanos sobre as mudanças havidas na Eletrobrás com rebatimento na Chesf. A decisão do governo federal de fortalecer a “holding” Eletrobrás para transformá-la na “Petrobras” do setor elétrico virou tema de discurso demagógico e eleitoreiro em Pernambuco e é preciso urgentemente desmistificá-lo.
Conforme o ex-ministro Édison Lobão, nunca se cogitou de levar a sede da Chesf para o Rio de Janeiro nem tampouco de privatizá-la. O que existe é tão somente uma mudança de logotipo. Nada obstante, sindicalistas que se julgam donos das estatais e políticos com interesse eleitoral estão vendendo a falsa versão de que a empresa será esvaziada. Mentira. A Chesf vai continuar do jeito que é e pouco importa que as decisões do setor elétrico fiquem centralizadas na Eletrobrás. Que mal há nisso?
Um país da dimensão do Brasil precisa de uma estatal forte no setor elétrico, pois só para construir uma usina como a de Belo Monte, por exemplo, vai necessitará de R$ 20 bilhões. E uma Eletrobrás forte significará também uma Chesf forte, embora a recíproca não seja necessariamente verdadeira. Logo, acusar o presidente Lula de “coveiro” da Chesf é bobagem, pois se coveiro há é o ex-presidente FHC que fixou o ano de 2015 como fim da concessão das barragens exploradas por ela.

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